Paisagens Imaginantes – Pinturas de Alberto da Veiga Guignard

Convido você a explorar as Paisagens Imaginantes nas pinturas de Alberto da Veiga Guignard, um dos mais importantes artistas brasileiros do século XX. Nascido na Suíça em 1896 e naturalizado brasileiro, Guignard é conhecido por suas obras que retratam paisagens brasileiras de forma imaginativa e poética. Com um estilo único que mescla influências do impressionismo e do modernismo, Guignard criou um universo visual próprio, onde as cores vibrantes e as formas fluidas transmitem uma sensação de encantamento e mistério. Suas pinturas são um convite para mergulhar em um mundo de sonho e fantasia, onde a natureza se transforma em cenários mágicos e surreais. Ao contemplar as “Paisagens Imaginantes” de Guignard, somos convidados a refletir sobre a nossa relação com a natureza e a deixar a imaginação voar livremente.

Alberto da Veiga Guignard foi um verdadeiro mestre das artes. Ele foi pintor, ilustrador, desenhista e professor. Sua vida e obra o tornaram famoso como o pintor dos sonhos, da poesia e da fantasia. O pintor das paisagens ‘imaginantes’.

Paisagens Imaginantes - Tarde de São João
Tarde de São João. 1959

Guignard amava as paisagens mineiras e preocupava-se muito em pintar a emoção com cores suaves.

O artista não se preocupava na mera representação da realidade, pintando a emoção que sentia diante da beleza do lugar. Muitas vezes, a paisagem surgia de sua imaginação.  Pintou a paz, a suavidade, a cultura e os espaços das paisagens brasileiras.

Muitos artistas modernos trabalharam o registro gráfico associado ao pictórico, disso não resta dúvida. Mas em que outro pintor esse abismo formal foi tão explicitamente enfatizado? A unidade em sua pintura, brota desse contraste – que encontra, nas suas derradeiras paisagens, a expressão mais radical. Nelas, em meio a um mar de névoa translúcida, definem-se os sucessivos planos da serra, com sua geografia envolvente. Aí, diminutas igrejinhas e frágeis balões surgem como pontos materialmente circunscritos, focados, definidos – resultado da ação humana, remetem à ideia de cultura, de história, revestindo essas cenas de poderosa carga simbólica.

O que norteava seu fazer? Uma profunda identificação com a vida local, filtro de mediação entre sua sensibilidade e o universo. Minas Gerais constituiu, assim, a  “medida de todas as coisas” da utopia lírica Guignardiana.

As cores suaves e nuvens nos dá a sensação de infinito…

Fantasia de Minas [Paisagens Imaginantes], 1955 (Coleção Luís Antonio Almeida Braga e Sra.)
Fantasia de Minas. 1955 (Coleção Luís Antonio Almeida Braga)
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Paisagem Onírica de Ouro Preto – 1960
Paisagens Imaginantes - Colonial Mineiro
Colonial Mineiro. Paisagem Imaginante.  1943
Ouro Preto. 1939

VÍDEO: Paisagens Imaginantes, de Guignard (Créditos: cibsig)

“Acredito que a Arte está em tudo no que nos rodeia, basta um olhar sensível para apreciar e usufruir das diferentes manifestações artísticas. A Arte é a grande e bela ilustração da vida.”

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