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Edvard Munch: Biografia e obras

Edvard Munch, pintor e gravurista norueguês,  é considerado um dos mais influentes e eletrizantes protagonista da arte moderna. Munch sofria de depressão e doença mental, consciente sobre sua doença, usou isso para produzir obras extraordinárias e ao mesmo tempo, delirantes. Sua visão pessimista da vida era transmitida em cores ousadas e linhas fortes, antecipando o movimento expressionista. Em suas próprias palavras, ele abordou temas existenciais como vida, morte e desespero numa tentativa de “dissecar almas”. 

Edvard Munch: BIOGRAFIA

Edvard Munch nasceu no dia 12 de dezembro de 1863,  no vilarejo de Adalsbruk, localizado em Loten, NoruegaChristian Munch, um dedicado médico e Laura Catherine Bjolstadva eram os pais da família que incluía ele e mais quatro irmãos.

Sua família, mudou-se para Oslo em 1864, após a nomeação do pai como oficial médico na Fortaleza de Akershus, uma área militar. Sua mãe morreu de tuberculose em 1868, mesmo ano em que a irmã Inger Marie nasceu. Em uma década, Sophie sua irmã favorita, apenas um ano mais velha que era uma jovem artista talentosa, também morreu de tuberculose. Seu pai, um cristão absolutista, depois disso teve acessos de depressão e raiva, bem como visões quase espirituais em que interpretava a família. Em um de seus relatos, mais tarde confessou:

“Meu pai era temperamentalmente nervoso e obsessivamente religioso – ao ponto da psiconeurose. Dele herdei as sementes da loucura. Os anjos do medo, da tristeza e da morte estiveram ao meu lado desde o dia em que nasci.” – Edvard Munch

Com a ausência da mãe, 0 pai costumava ler para seus filhos as histórias de fantasmas de Edgar Allan Poe, bem como aulas de história e religião, incutindo no jovem Edvard um sentimento geral de ansiedade, e por consequência gerou nele um fascínio mórbido pela morte. Somando-se a isso, seu frágil sistema imunológico  não era páreo para os invernos rigorosos da Escandinávia e as frequentes doenças o mantinham fora da escola por longos períodos. Para aproveitar esse tempo,  começou a desenhar e pintar em aquarela.

A arte se tornou uma ocupação constante durante sua adolescência. Aos treze anos, ele conheceu as obras da incipiente Associação de Arte da Noruega, o que lhe rendeu uma inspiração particular pelas pinturas de paisagens. Durante muita observação e cópia dessas obras, ele aprendeu sozinho as técnicas de pintura a óleo.

Na década de 1880, o jovem artista em busca de um estilo de vida boêmio, descobriu os escritos do filósofo e anarquista Hans Jaeger, que comandava um grupo que tinha como princípio defender o sexo liberal ou amor livre e a abolição do casamento. Munch e Jaeger formaram uma estreita amizade e  o amigo o encorajou a tirar mais proveito da experiência pessoal em seu trabalho. A Menina Doente,  é uma composição sombria que serviu como um memorial para sua irmã falecida, Sophie. Quando a pintura foi exibida como A Estudante Kristiania, ela foi atacada por críticos e também pelos próprios colegas do artista por suas qualidades abertamente não convencionais, pela aparência inacabada da obra.

Em 1889, Munch recebeu uma bolsa de estudos e viajou para Paris para estudar no estúdio de Leon Bonnat. Sua pintura intitulada Manhã de 1884,  foi incluída no pavilhão norueguês do mesmo ano.

Munch começou a desenhar em Paris como  o impressionista Edouard Manet , e os pós-impressionistas Paul Gauguin, Vincent van Gogh  e Toulouse-Lautrec  , cujas composições às vezes se diferenciavam dos temas dramáticos frequentes sobre morte e perda pessoal. Naquele mesmo ano, o pai de Munch faleceu em um evento traumático que instigou no  artista um novo interesse pela espiritualidade e pelo simbolismo. Isso ele evidenciou na pintura sombria,  Noite em Saint Cloud, em que o artista faz uma homenagem a seu pai.

Autorretrato com Cigarro. 1895

Em 1892, o Sindicato dos Artistas de Berlim o convidou para participar da primeira exposição individual do espaço. As obras expostas criaram muita controvérsia devido as cores radicais empregadas e pelos temas sombrios apresentados, com isso,  a exposição foi encerrada prematuramente. O artista aproveitou a publicidade utilizada e sua carreira floresceu como resultado. Um ano depois, ele exibiu em Berlim seis pinturas em que ele mudou o tema das composições criadas, eventualmente evoluiriam para a famosa série Um Poema sobre Vida, Amor e Morte.

Na década de 1890, Munch produziu a série Friso, consideradas suas obras mais significativas e populares conhecidas de toda a sua carreira. São elas:  O Grito,  Amor e DorCinzas, Madonna e Puberdade. Todas evocam sua melancolia poética, caracteristicamente profunda, baseada em temas de isolamento, morte e perda da inocência.

No final da mesma década, o artista também se interessou pela fotografia, embora nunca tenha considerado o meio artístico igual à pintura ou gravura.

Em 1908, após uma viagem à Berlim e subsequente retorno a Paris, Munch sofreu um colapso nervoso. Resultado de uma vida boêmia com bebidas e brigas excessivas causadas pela dor e a ansiedade pela perda da irmã e do pai. Em consequência disso, foi internado por oito meses no sanatório do Dr. Daniel Jacobsen em Copenhagen . Enquanto hospitalizado, converteu seu quarto em um estúdio e desenvolveu um estilo novo, extrovertido e mais expressivo. Criou a série litográfica, Alpha e Omega, retratando as relações que teve até então com vários amigos e inimigos.

Após receber alta do hospital, seu médico o aconselhou a voltar para a Noruega e procurar levar uma vida mais  tranquila. Seguindo essa orientação, Munch mudou-se para uma casa de campo em Ekely, perto de Oslo,  onde viveu isolado e começou a pintar temas com paisagens das fazendas da região e trabalhadores em suas atividades diárias . Com uma nova perspectiva mais otimista, seu trabalho deste período apresenta uma paleta mais leve, com pinceladas soltas e temas que giram em torno da vida, trabalho e lazer. Entre as obras representativas desse período estão O Sol  e O Tratador de Feno.

Autorretrato com Garrafa de Vinho (litografia) 1930

Munch quase morreu de gripe na pandemia de 1918-19, porém se recuperou e sobreviveria por mais duas décadas. Uma exceção foi focar em sua própria mortalidade, como se reflete em vários autorretratos sombrios  realizados entre as décadas de 1930, período em que  um vaso sanguíneo estourou em seu olho direito e prejudicando sua visão, mesmo assim, continuou pintando.

Em 1940, a Noruega foi invadida pelos nazistas; posteriormente, muitas de suas pinturas foram consideradas “degeneradas” por Hitler e removidas dos museus alemães. De oitenta e duas obras confiscadas durante a Segunda Guerra Mundial, setenta e uma foram eventualmente resgatadas por colecionadores e benfeitores noruegueses e devolvidas à Noruega, ao país natal de Munch, incluindo O Grito.

Munch pintou até sua morte, muitas vezes descrevendo suas doenças que foram se agravando pela idade avançada . Aos 80 anos, com a visão falha intermitentemente desde o início dos anos 30, Edvard Munch faleceu em sua casa de campo em Ekley em 23 de janeiro de 1944.

Legado

Após sua morte, soube-se que Munch havia legado seu trabalho restante para a cidade de Oslo. Com cerca de 1.100 pinturas, 4.500 desenhos e 18.000 gravuras. A coleção ganhou seu próprio museu inaugurado em 1963, onde serve como um testemunho do legado duradouro desse grande artista – Museu Munch.

Edvard Munch trabalhou como artista por mais de sessenta anos. Ele era criativo, ambicioso e trabalhador. Além de sua produção de pinturas, desenhos e gravuras, ele escreveu poemas, prosa e diários. O Grito, Madonna e outras obras simbolistas da década de 1890 o tornaram um dos artistas mais famosos de nosso tempo.

“Na realidade a minha arte é uma confissão feita da minha própria e livre vontade, uma tentativa de tornar clara a minha noção da Vida… no fundo é uma espécie de egoísmo, mas não desistirei de ter esperança de que, com a sua intervenção, eu possa ser capaz de ajudar outros a atingir a sua própria clareza .” Edvard Munch

Edvard Munch: OBRAS CITADAS

A Menina Doente. Edvard Munch. 1885-1886
A Menina Doente. Edvard Munch. 1885-1886
Manhã. Edvard Munch. 1884 - Óleo sobre tela (96,5 x 103,5 cm) - Localização: Coleção Rasmus Meyer, Bergen, Noruega
Manhã. Edvard Munch. 1884 – Óleo sobre tela (96,5 x 103,5 cm) – Localização: Coleção Rasmus Meyer, Bergen, Noruega
Noite em Saint Cloud. 1890 - Óleo sobre Tela (64,5 x 54 cm) - Localização: National Gallery, Oslo (Noruega)
Noite em Saint Cloud. 1890 – Óleo sobre Tela (64,5 x 54 cm) – Localização: National Gallery, Oslo (Noruega)

Noite na Rua Karl Johan – Comparada com O Grito, esta obra é ainda mais simbolista do que expressionista. O domínio do simbolismo de Munch, no entanto, nos dá interpretações pessoais pelas feições de terror e medo nas figuras de cada indivíduo da multidão irracional dispostas na pintura. Temos que observar a grande beleza do céu noturno e as lâmpadas brilhantes, disfarçando o terror que sugere a composição.

Noite na Rua Karl Johan. 1892 – Óleo sobre tela (84.5 x 121 cm) – Coleção Rasmus Meyer, Bergen (Noruega)

Amor e Dor – A pintura mostra uma mulher com longos cabelos vermelho-fogo que está beijando um homem no pescoço. Muitas pessoas identificam a personagem como sendo uma vampira, porém o artista sempre afirmou que representou nada mais do que “apenas uma mulher beijando um homem no pescoço”.

Amor e Dor. Edvard Munch. 1893-94 - Óleo sobre tela (91 x 109 cm) - Localização: Museu Munch, Oslo ( Noruega)
Amor e Dor. Edvard Munch. 1893-94 – Óleo sobre tela (91 x 109 cm) – Localização: Museu Munch, Oslo ( Noruega)

O Grito – Clique aqui e saiba mais sobre a famosa pintura, considerada a obra prima de Munch

O Grito. Edvard Munch. 1893 .
O Grito. Edvard Munch. 1893 .

A Tempestade – Uma violenta tempestade em Asgardstrand teria inspirado Munch para realizar essa pintura. A força do vento é sugerida pela curvatura da árvore central,  e pelos gestos das mulheres, principalmente a que está vestida de branco  em primeiro plano. As mulheres tapam os ouvidos com as mãos, como se para calar o barulho do vento e o som forte vindo do mar causado pela ventania. Em algumas de suas pinturas, tais edifícios são obviamente fontes de medo e esse pode ser o significado pretendido aqui. Pela forte iluminação do prédio, acredita-se que estaria ocorrendo ali uma festa de casamento, assim podemos imaginar que a noiva seria a mulher de branco, partindo para invocar as forças da natureza. Na mente de Munch, a vida do homem fazia parte e era totalmente determinada pela evolução geral da natureza e as relações sexuais associadas ao medo do ciclo inevitável de vida e morte.

A Tempestade. Edvard Munch. 1893

Ansiedade –  Nesse pintura, o artista repete muitos elementos existentes em O Grito. O mesmo píer que acomodava um único personagem alienado aparece novamente, assim como o lago ao longe, os dois barcos, a igreja e outras estruturas que se alinham ao longo da costa misteriosamente, assim como os tons sombrios e os redemoinhos intensos de linhas concentricamente ampliadas que definem e, bem como também abrangem a terra, o céu e o mar.
Em O Grito, Munch lida com o horror vivido em total isolamento por um único ser, a ansiedade joga com o desespero coletivo. Aqui, o sentimento de angústia é ainda mais sustentado, embora menos penetrante.

Ansiedade. 1894
Ansiedade. 1894

Melancolia – Temos nessa pintura, duas imagens diferentes: em primeiro plano encontramos uma visão  objetiva de um homem pensativo, e em segundo plano, uma imagem esboçada de uma cena distante que seus olhos mentais evocam como uma metáfora. Possivelmente o que Munch quis retratar, foi a de um sonho, impossível de ser realizado, o causador da melancolia.

Melancolia. Edvard Munch. 1894

MadonnaMulher Amorosa é o título que foi dado originalmente à essa pintura, possivelmente para simbolizar o que Munch considerava os atos essenciais do ciclo vital feminino: a relação sexual, causando fecundação, procriação e morte. Chamar a imagem de Madonna não é impróprio se a palavra é entendida metaforicamente, pois o artista era incapaz de aceitar o cristianismo ou um deus pessoal. O halo vermelho-sangue ao redor da cabeça da mulher pode ser considerado a contraparte espiritual dos toques de vermelho em seus lábios, mamilos e umbigo. Ela parece flutuar dentro de faixas curativas de luz colorida, características do simbolismo. Longe de deformá-la, no entanto, parecem uma emanação sobrenatural, possivelmente derivada da noção espiritualista de aura, envolvendo todos os indivíduos, mas apenas visível aos médiuns.

Madonna. Edvard Munch. 1894-95
Madonna. Edvard Munch. 1894-95

O Dia Seguinte – Munch pintou vários quadros de prostitutas, tendendo a retratá-las como nada atraentes ou mesmo grotescas, ao passo que essa mulher se assemelhava muito à mesma que ele representou em Madonna e, diferente do cenário, compartilhou sua beleza etérea. No dia seguinte, os diferentes pares de garrafas e copos indicam que a mulher teve uma visita noturna.

No Dia Seguinte. Edvard Munch. 1894-95
Cinzas. Edvard Munch. 189
Cinzas. Edvard Munch. 189
Puberdade. Edvard Munch. 1895

Jovem na praia  é uma meditação mais suave sobre a solidão. A pintura enigmática apresenta a figura de uma frágil menina perdida em devaneios enquanto olha para o mar. Com suas costas voltadas para o espectador, ela parece calma e composta com um vestido branco brilhando na luz pálida, seu cabelo balançando suavemente com a brisa da noite. A ausência de qualquer horizonte visível enfatiza a enormidade do mundo natural que a rodeia, intensificando  sua fragilidade e precariedade de vida.

A impressão foi feita em Paris em 1896, um período intensivo em que Munch produziu algumas de suas grandes gravuras, sendo essa sua obra-prima.

Jovem na Praia. Edvard Munch. 1896 - Água-tinta (288 x 219 cm) - Museu de Arte de Munique
Jovem na Praia. Edvard Munch. 1896 – Água-tinta (288 x 219 cm) – Museu de Arte de Munique

Garotas na Ponte – Munch retratou esse tema através de muitas versões aplicadas em pintura e gravura, desde os últimos anos do século XIX e o acompanhou repetidamente durante toda a sua vida.

A cena com essa ponte é usada em todas as versões. Foi inspirada em uma paisagem em Asgardstrand,  onde ele evidencia o Fiorde de Oslo, com o cais alongado continuado por uma estrada inclinada para cima, a curvatura da linha de costa arenosa intercalada com manchas verdes e a própria casa velha cercada por folhagens; emoldurados por uma cerca de madeira branca, todos esses recursos são reais, e nunca foram alterados.

As formas da árvore embora legíveis individualmente, criam uma linha articulada de crescimento natural com os pedaços de grama que, juntos, mantêm uma relação ligada com os elementos feitos pelo homem – a casa, a cerca e a ponte. 

Garotas na Ponte. Edvard Munch. 1899

Dança da Vida – Essa obra é parte integrante da série “Um Poema sobre Vida, Amor e Morte”. Quando Munch criou essa pintura, ele usou cores simbolicamente para expressar diferentes sentimentos: vermelho para amor, paixão e dor; branco para juventude, inocência e alegria; e preto para solidão, tristeza e morte.
A composição é rica e o artista retoma vários dos elementos e temas que aplicou em outras pinturas realizadas no mesmo período.

Dança da Vida. Edvard Munch . 1899-1900
Dança da Vida. Edvard Munch . 1899-1900

A Floresta de Contos de Fadas – Em 1901, o Dr. Max Linde pediu a Munch que decorasse o quarto das crianças na Vila de sua família em Lübeck, Alemanha. Para realizar a pintura, o artista apresentou em sua composição, seis crianças de costas,  olhando para uma densa floresta verde. Vestidos com trajes típicos da época, eles se abraçam pelas mãos. Eles ainda estão a uma distância segura da floresta. Mas embora seja em pleno dia e não haja sombras escuras que representem uma ameaça imediata, é difícil dizer o que a floresta pode esconder. As crianças são o elo entre o observador e a floresta mística, ao mesmo tempo que cumprem uma importante função composicional na pintura.

A Floresta de Contos de Fadas. Edvard Munch. 1901-02

O Pensador de Rodin no Parque do Dr. Linde em Lübeck – O médico oftalmologista alemão Max Linde, um dos mais importantes colecionadores de arte da Europa do início do século XX, conheceu o escultor Auguste Rodin em 1900 e desde então passou a comprar várias de suas obras. Em 1905, o Dr. Linde comprou de Rodin,  um exemplar ampliado da escultura O Pensador, com a finalidade de decorar o parque de sua residência em Lübeck. Ao mesmo tempo, tornou-se amigo íntimo de Edward Munch, passando a ser inclusive o seu patrono na comercialização de suas obras. Foi assim que Munch criou a pintura de observação da escultura no local.  Linde rapidamente traça analogias entre as obras de ambos os artistas. Ele vê neles uma vontade comum de afastar os limites da representação. A pintura de Munch foi realizada pelo pintor um ano antes de sua depressão, em outubro de 1908. Cor aplicada por listras horizontais e verticais é sua característica deste período, ainda pouco atormentado. O céu e as árvores tratadas apresentando algumas áreas lisas de cor, dão um enquadramento à cena.

O Pensador de Rodin no Parque do Dr. Linde em Lübeck. Edvard Munch. 1907 - Museu Rodin, Pari
O Pensador de Rodin no Parque do Dr. Linde em Lübeck. Edvard Munch. 1907 – Museu Rodin, Pari
Passeio Lunar. Litografia da série Alpha e Omega. Edvard Munch. 1908
Desespero do Alfa. Litografia da série Alpha e Omega. Edvard Munch. 1908
Desespero do Alfa. Litografia da série Alpha e Omega. Edvard Munch. 1908

O Sol – Munch estendeu a imagem do sol resplandecente neste mural que ocupou o enorme espaço frontal do salão de assembleias da Universidade de Oslo. Estruturada simetricamente, a composição é toda iluminada pelos raios solares que refletem na água do oceano, as rochas nuas de uma paisagem do Norte sob uma estreita faixa verdejante que separava a terra do mar. O astro rei é onipresente, brilhando no céu sobre a terra e o mar, seus raios estendendo-se por toda a eternidade.

O Sol. Edvard Munch. 1912 – Óleo sobre tela (455 x 780 cm) – Localização: Instituto da Universidade de Oslo

O Tratador de Feno – A composição expressa uma interação harmônica entre o homem e a natureza. As linhas inclinadas das nuvens, nos levam para o canto esquerdo inferior para a grama crescida que logo vai cair pela lâmina da foice. O movimento circular enfatiza os movimentos repetidos do homem trabalhando.

O Tratador de Feno. Edvard Munch. 1917
O Tratador de Feno. Edvard Munch. 1917

Noite Estrelada – Como na famosa obra prima de Vincent van Gogh, na Noite Estrelada de Munch encontramos também uma paisagem de qualidades animísticas, com o mesmo sentimento em suas cores e pinceladas.

Noite Estrelada. Edvard Munch.(1922–24) – Óleo sobre tela (140 x 119 cm) – Museu Munch

Autorretratos – Ao longo de seis décadas de sua carreira, Munch pintou 43 autorretratos, em muitos se apresenta como doente, triste e solitário. Em Autorretrato entre o Relógio e a Cama, vemos um homem idoso e infeliz. Atrás dele está uma sala iluminada cheia de luz e pinturas passadas, ele está a frente de sua história, simbolizando a passagem inevitável. O tempo está passando na forma de um relógio de pêndulo solene. Uma cama de solteiro, coberta com um padrão moderno e elegante de linhas diagonais, testemunha sua solidão. O próprio artista parece congelado, achatado, já se vendo como um cadáver enrijecido.

Autorretrato entre o Relógio e a Cama. Edvard Munch. 1940 - Óleo sobre tela (149,5 x 120,5 cm) - Localização: Museu Munch
Autorretrato entre o Relógio e a Cama. Edvard Munch. 1940 – Óleo sobre tela (149,5 x 120,5 cm) – Localização: Museu Munch

Poucos artistas viram sua própria velhice com uma clareza tão assustadora quanto Munch. Ele estava para morrer, esse foi o seu último autorretrato.

– Autorretrato com giz pastel. Edvard Munch. 1943
“Acredito que a Arte está em tudo no que nos rodeia, basta um olhar sensível para apreciar e usufruir das diferentes manifestações artísticas. A Arte é a grande e bela ilustração da vida.”

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