Biografia e a obra de Vincent van Gogh

Vincent van Gogh, é sem dúvida um dos artistas mais importantes e pesquisados da história da arte. Enquanto produziu, entre os anos de 1880 e 1890, foi ignorado pela crítica e pela maior parte do mundo artístico. Só virou celebridade e foi reconhecido como o gênio que era, após a sua morte em 1890.

BIOGRAFIA

Vincent Willem van Gogh nasceu no dia 30 de março de 1853 em Zundert, uma aldeia holandesa de Brabant. Era o segundo filho do pastor Theodorus van Gogh e Anna Cornélia Carbentus, uma mulher com tendências artísticas. Por incrível coincidência, ele nasceu exatamente um ano depois de sua mãe ter dado à luz um outro menino, a quem também chamaram Vincent, mas que não sobrevivera ao parto. A criança fora enterrada no cemitério da igreja. E assim, cresceu sob o estigma de seu falecido irmão, deparando-se, muitas vezes sem querer, com seu próprio nome escrito na lápide funerária.

O pai era um pregador protestante que investia muito na educação dos filhos. Vincent aprendeu francês, inglês e alemão. Van Gogh nunca se deu bem com os pais e teve poucos amigos. Em 1868, porém deixou os estudos para trabalhar com seu tio em Haia (Holanda),  em uma loja que negociava obras de arte, não se adaptou.

Com 24 anos, decidiu que sua vocação era a evangelização. Chegou a estudar Teologia em Amsterdã. Logo abandonou o curso e foi trabalhar como pregador leigo nas minas de carvão de Borinage, na Bélgica. Lá distribuiu todos os seus bens entre os pobres, viveu em barracos e lutou para melhorar as condições de vida dos mineiros. Decidiu mudar de rumo em sua vida, optando pela carreira artística, queria ser pintor. Isso aconteceu quando seu salário foi suspenso, as atividades sociais desenvolvidas por ele não foram bem vistas por seus superiores.

Vincent era incapaz de ganhar dinheiro para sustentar-se e costumava entregar-se a paixões não correspondidas. Seu único elo com o mundo foi o irmão Theodorus, quatro anos mais jovem. Além de garantir o seu sustento, Théo van Gogh correspondia-se constantemente com o irmão. As primeiras crises nervosas aconteceram, em Londres, após o artista ter sofrido sua primeira decepção amorosa com uma garota chamada Ursula. Durante três anos, o artista procurou refúgio na religião. Levou seu fervor espiritual às últimas consequências, renunciando ao conforto para ajudar as pessoas. É possível que nessa época sua saúde tenha piorado. “Pergunte ao médico se as noites passadas ao relento, se o medo de não ter nem mesmo um pedaço de pão para comer, se os problemas com os amigos e a família não são responsáveis, pelo menos em parte, pelas minhas mudanças de humor.”

Aos 27 anos, descobriu que pintar seria sua única salvação. A arte porém não o aproximou das pessoas. Mas, em seus dez anos de carreira, continuou incapaz de viver em sociedade. Apaixonou-se por Clasina Maria Hoornik, uma prostituta alcoólatra. A relação durou apenas um ano. Depois disso, Van Gogh passou a maior parte dos seus dias sozinho.

Vincent viveu na Bélgica  e em Paris até estabelecer-se em Arles, no sul da França, em 1888. Essa foi sua fase mais produtiva, porém a de pior situação financeira. As crises nervosas foram se agravando, teve poucos amigos, com exceção do pintor Paul Gauguin que a convite de Vincent, foi morar por alguns meses em sua casa. O objetivo dele era fundar uma colônia de artistas, convidou vários porém só Gauguin aceitou, mas os dois pintores eram de temperamentos impulsivos e com a instabilidade mental de Vincent, as brigas entre eles eram constantes.

A ORELHA CORTADA A NAVALHA

No dia 23 de dezembro de 1888, Paul Gauguin decidiu sair à noite. Já havia então comunicado a Vincent seu desejo de deixá-lo. Com medo de que Gauguin fosse embora a qualquer momento, o pintor costumava segui-lo. Nessa noite não foi diferente. Gauguin decidiu passar a noite numa hospedaria. Ao voltar para casa, Van Gogh, em meio a alucinações terríveis, cortou um pedaço de sua própria orelha esquerda. Depois embrulhou o pedaço cortado num lenço e foi para um bordel. Lá ofereceu-o a uma prostituta chamada Rachel – segundo alguns, o motivo com  sua briga com Gauguin. A seguir, voltou para casa e deitou-se. Horas depois, foi encontrado pela polícia, que o levou para o hospital. Gauguin partiu imediatamente e nunca mais viu o amigo. Van Gogh ficou quatorze dias internado.

Sem amigos e sofrendo crises agudas de paranoia, decidiu-se interna-se no asilo de Saint-Rémy.

Em maio de 1890, mudou-se para Auvers-sur-Oise e por sugestão de Camille Pissarro, pintor amigo impressionista, Van Gogh  iniciou um tratamento com o Dr. Paul Gachet, médico homeopata que lhe dava bastante liberdade, lhe comprava telas e tintas e o animava a pintar.

Vincent pintava regularmente e a princípio, pareceu bem de saúde. Alugara um quarto e conseguia manter hábitos regulares. Mas, no início de junho, outra visita a seu irmão em Paris o deixa ansioso – Theo estava preocupado com dinheiro, e Vincent se dá conta de que seu sustento era por demais oneroso ao irmão.

De volta a Auvers, não encontra o Dr. Gachet, que viajara por razões profissionais. Solitário e atormentado, no dia 27 de julho de 1890, um domingo, Van Gogh sai para um passeio entre os trigais dos arredores. E, tendo levado um revólver para atirar nas gralhas, acaba por dar um tiro no próprio peito. Volta para casa, cambaleante, e deita-se: estranhamente tranquilo, passa toda a noite fumando seu cachimbo. No dia seguinte chega Theo, alertado pelo dr. Gachet. Durante toda a segunda-feira os amigos cuidam dele, até que, a 1 hora da manhã, morre nos braços do irmão, aos 37 anos de idade.

O ARTISTA E SUA OBRA

Vincent van Gogh não conheceu a fama nem a fortuna. Em toda a sua vida, o mestre da pintura vendeu apenas um quadro: Vinhas Vermelhas ou A Vinha Encarnada, em Arles. Viveu apenas 37 anos e nesse curto período de vida, passou fome e frio, tendo como amparo seu irmão Théo, que sempre o incentivou e o ajudou financeiramente

Vinhas Vermelhas. 1888. Óleo sobre tela (75x93cm) – Museu Pushkin de Belas Artes, Moscou

Van Gogh está classificado como um pintor pós-impressionista. Era contemporâneo dos impressionistas, tinha os mesmos objetivos só que com características distintas e estilo único. Sua pintura completamente emocional, pinceladas fortes e marcantes, temos assim em Van Gogh o precursor do expressionismo. Movimento que teve lugar especialmente na Alemanha, no começo do século XX, cuja característica principal está em expressar o sentimento humano.

Noite Estrelada (detalhe)

O expressionismo foi uma espécie de projeção da subjetividade, baseada numa reação emocional. Os sentimentos angustiados do artista expressam em sua pintura nas fortes pinceladas e nas cores predominantes.

Em uma das últimas cartas a Theo, seu irmão que tanto o apoiou, ele dissera:

“Não preciso sair da rotina para exprimir tristeza e o extremo da solidão”.

 

Clique aqui e saiba mais sobre a pinturas: Noite Estrelada  e Noite Estrelada sobre o Ródano 

OBRAS COMENTADAS

Tristeza (Sorrow)

Sorrow. 1882. Técnica litografia (44.5 × 27cm) – Museu Van Gogh, Amsterdam

Sorrow é uma litografia que foi usada de base também para Sorrowing Woman, desenho feito com lápis pelo pintor em Paris, em torno de janeiro e junho de 1887.

O nu retratado pertence a Clasina Maria Hoornik, mais conhecida como Sien. Esse desenho faz parte de uma série feita por Van Gogh utilizando Sien como modelo, a qual ele menciona em diversas cartas e descreve como “a melhor figura que eu já desenhei.”

Van Gogh teria encontrado Sien vagando pelas ruas, grávida e com sua filha de cinco anos em janeiro de 1882. Era viciada em álcool e tabaco e trabalhava como prostituta. Van Gogh a recolheu e cuidou dela por um ano. Enquanto o pintor lhe fornecia abrigo, Sien foi sua modelo para praticar suas habilidades de desenho.

Em julho de 1882, Sien pariu um menino, Willem, no hospital maternidade em Leiden. Após o nascimento do bebê, eles se mudaram para um apartamento com um estúdio, o pintor acreditava que teria uma vida feliz com ela. Porem em meados de 1883 Sien voltou a beber e retornou para a prostituição. A relação de ambos foi se deteriorando até que Vincent não conseguia suportar a mulher e seus filhos, os quais deixaram o apartamento do artista em 1883. Dizem que Sien morreu afogada em 1904 após a morte do pintor, podendo ser por suicídio.

Vista da Praia de Scheveningen com Tempestade

Vista da Praia de Scheveningen com Tempestade. 1882 – Localização: Museu Van Gogh, Amsterdã

As primeiras obras de Van Gogh eram tristes e sombrias, até que ele descobriu as cores fortes das gravuras japonesas e do Impressionismo.
Essa obra faz parte da primeira fase do artista, onde já podemos perceber a sua predileção pelo amarelo. Ela foi roubada pela máfia italiana e recuperada após 16 anos, restaurada e retornou para sua casa, Museu Van Gogh em Amsterdã.

Os Comedores de Batatas

Os Comedores de Batatas. 1885. Óleo sobre Tela ( 82×114cm) Museu Van Gogh – Amsterdam

Nesta composição, Van Gogh exprime seu amor pela terra e pelos trabalhadores. Para compor essa cena, ele utiliza cores escuras e sombrias clareadas pela luz de um lampião, outros recursos de desenho e pintura ajudam o artista a nos revelar a situação difícil dos trabalhadores em minas de carvão. Por meio dessa obra, o autor, pretendia criticar a desigualdade, dando foco aos problemas sociais, experiência que ele mesmo viveu num período em que trabalhou como mineiro nas minas de carvão.

Le Moulin de La Galette

Le Moulin de la Galette. 1887. Museum of Art. Carnegie Institute, Pittsburgh

Enquanto trabalhava neste quadro, Van Gogh andava em contato diário com amigos impressionistas e divisionistas, mas as concepções deles não influenciavam seu modo instintivo de exprimir emoção. Na verdade, o vigor e a densidade de suas pinceladas diferem muito dos estilos predominantes no  período. O bairro  predileto de Van Gogh em Paris era Montmartre, com seus moinhos que lhe relembravam a juventude. Pintou diferentes versões deste moinho, que ele discutia e comparava com as de seus amigos Toulouse Lautrec e Paul Signac

Doze girassóis numa Jarra

Esta pintura é considerada uma das melhores e mais famosas obras de Van Gogh. Quando chegou no sul de França e se estabeleceu em Arles, o pintor descobre a importância da cor e da luz, dando ênfase ao amarelo, tão intenso  ganhando assim a conhecida “explosão de cores” em sua pintura, que pode ser considerada o culminar de todo este efeito em sua obra. Clique aqui e saiba mais sobre os Girassóis

 

Retrato de Pai Tanguy

Retrato de Pai Tanguy. 1888. Óleo sobre Tela (65 × 51) – Museu Rodin, Paris

Van Gogh foi influenciado por Frans Hals, Jean-François Millet, Rembrandt e pelo japonismo. Este modelo vendedor de implementos de arte, amigo e admirador de Van Gogh, foi retratado por muitos pintores. A versão de Vincent serve de introdução a seu período em Arles, indicado pela qualidade das pinceladas e pela intensidade das cores. É interessante observar  as seis estampas japonesas – chamadas de ukiyo-e – visíveis ao fundo, evidenciando a obsessão do pintor (e de todos os outros impressionistas) pelas gravuras japonesas. Julien Tanguy era um homem de caráter bondoso e generoso, por isso  recebeu esse apelido de “Pai” (Père, em francês). Se dedicava a acolher os jovens artistas e a apoiar novas formas de manifestação, técnicas e estilos na pintura.

Cadeira de Vincent e a Cadeira de Gauguin

Cadeira de Vincent com seu Cachimbo. 1888 – Localização: Londres, Galeria Nacional, Londres

As duas cadeiras que Vincent pintou em dezembro de 1888, estão entre as mais frequentemente analisadas de suas obras. O esquema de cores das duas cadeiras é, para cunhar uma frase, tão diferente quanto a noite e o dia. A cadeira de Van Gogh é executada com cores mais claras, sugerindo a luz do dia, enquanto a cadeira de Gauguin é apresentada com tons mais escuros e mais sombrios. Da mesma forma, as interpretações simbólicas das pinturas das cadeiras também parecem bastante diretas. A própria cadeira de Van Gogh é mostrada como simples e despretensiosa – feita de palha em um piso de azulejos vermelhos. A cadeira de Gauguin, por outro lado, parece mais uma poltrona, é  muito mais ornamentada em sua forma e cores utilizadas na composição .

A Cadeira de Gauguin. 1888 – localização: Museu Van Gogh, Amsterdã

A Sesta (Releitura da obra de Millet)

Vincent van Gogh. A Sesta. 1890

Vincent van Gogh deixou cerca de 800 pinturas, além de algumas centenas de desenhos. Apesar de ter esboçado os primeiros desenhos na infância, só passou a dedicar-se à pintura aos 27 anos. Em Bruxelas, na Bélgica, o artista iniciou a carreira produzindo desenhos e estudos copiados de Jean-François Millet, pintor francês que retratava a vida rural. Vincent van Gogh conheceu a obra de Millet aos 22 anos, pouco tempo após a morte do artista. Durante toda a vida, Van Gogh revelou uma admiração por Millet e realizou dezenas de releituras dos seus quadros.

A Ponte de Langlois

A Ponte em Langlois com Lavadeiras.1888. Óleo sobre tela (54 x 65 cm) – Localização: Kröller – Müller, Otterlo, Holanda

Vincent conheceu a ponte,  quando explorava os arredores de Arles. Ele se encantou com sua leve estrutura de madeira e o seu maravilhoso contexto cromático. A cena vista por ele, remeteu-o à obra do artista japonês Utagawa Hiroshige, chamada de A ponte Sobre o Rio Takagi,  que fazia parte de sua coleção. Van Gogh nutria grande admiração pela pintura japonesa. Ele fez quatro pinturas e quatro desenhos desta cena, buscando reproduzi-la de ângulos diferenciados. Os personagens também diferem.

Amendoeiras em Flor

Amendoeiras em Flor. Vincent Van Gogh. 1888

Um presente…

Este quadro foi pintado por Van Gogh para oferecer ao seu sobrinho, filho de seu irmão Théo que tinha acabado de nascer. Nesta pintura pretendeu demonstrar a esperança que tinha nele que agora começava a viver com toda a beleza do mundo à sua espera. O pintor desejava que o seu sobrinho tivesse uma vida cheia de paz interior, à qual a obra nos transporta, ao contrário do que ele provavelmente sentia, apesar de viver intensamente a beleza que o rodeava e que procurava.

O Carteiro Roulin

O Carteiro Roulin.1888. Museu de Belas-Artes, Boston.

Desde que chegou em Arles, Van Gogh contou com o apoio e a amizade da família Roulin. O pintor, que  utilizava frequentemente dos serviços postais de Arles, em sua rotineira troca de correspondências com o irmão, Théo, foi introduzido ao círculo da família por meio do carteiro Joseph Roulin (1841-1903). Os dois se tornaram grandes amigos e o carteiro foi o personagem que Van  Gogh mais retratou durante sua estadia em Arles, depois de si mesmo. Foi Joseph quem tirou Vincent do bordel onde viveu com a amiga Rachel – a quem deu o lóbulo cortado de sua orelha, após o primeiro surto. O pintor o retrataria em seis oportunidades em um intervalo de nove meses.  Embora tenham sido os modelos mais requisitados pelo pintor em seu período em Arles, eles jamais cobraram pelas sessões. A família Roulin estava entre as pessoas pelas quais ele sentia forte amizade, pintou todos os membros dessa família. Ao todo 22 retratos dessa típica família que representa as famílias da classe operária francesa da segunda metade do século XIX.

Campo de Trigo com Ciprestes 

Campo de Trigo com Cipreste. 1889 – óleo sobre tela(73 x 92cm) – Localização: Galeria Nacional, Londres

Vincent chegou em Arles, no sul na França em 1888 onde passou a ser o seu lar. Em Arles, os ciprestes foi um dos temas mais explorados em sua pintura.

Jardim de Íris

Jardim de Íris. 1889 – Óleo sobre Tela (93 x 71.1 cm)

Durante o período em que Van Gogh esteve internado no asilo em Saint-Rémy, criou quase 130 pinturas. Na primeira semana, ele começou trabalhando da natureza no jardim. Cada uma de suas Íris é única. Ele estudou cuidadosamente seus movimentos para criar uma variedade de formas com curvas delimitadas por linhas onduladas e retorcidas. Como ele entendeu bem a natureza primorosa das flores!

A ressurreição de Lázaro

A ressurreição de Lázaro (depois de Rembrandt). Vincent van Gogh, 1890 – Localização: Museu Van Gogh, Amsterdam

Esta é mais uma das pinturas em que o artista pintou enquanto esteve internado no hospital em Saint-Rémy. Nessa tela, Van Gogh foi inspirado por gravuras de outros mestres. Ela é uma cópia de parte de uma gravura de Rembrandt, representando uma história da Bíblia, onde o artista retrata o personagem ruivo. Podemos imaginar um Van Gogh, lutando pela recuperação de sua doença mental, se colocando na figura de Lázaro, que foi trazido de volta à vida por Jesus.

Estrada com Ciprestes e Estrela

Estrada com Ciprestes e Estrela. Vincent van Gogh. 1890

Nesta paisagem noturna de maio de 1890, encontramos uma unidade de inspiração, até então não alcançada, com outras obras terminadas durante a estada de Van Gogh em Saint-Rémy. A importância dos  detalhes é rebaixada para que sobressaiam os ritmos rodopiantes que envolvem o quadro.  Clique AQUI e saiba mais

A Lua de Van Gogh

Passeio sob o Crepúsculo.  1890. Óleo sobre Tela (49.5 x 45.5 cm) – Museu de Arte de São Paulo – Brasil

Um dos temas de Vincent van Gogh mais facilmente reconhecidos, é a presença da lua crescente em suas pinturas. Nelas a lua é mostrada como uma gema radiante, brilhando nos seus céus noturnos. Este tema aparece muitas vezes estando presente em muitas de suas pinturas.
Paisagem com casal Walking caminhando e lua crescente, foi feita em maio de 1890, no Sanatório de Saint-Rémy.
Os ciprestes de Van Gogh são famosos, mas esses nessa pintura, aparecem à distância quase como uma reflexão tardia, sem a majestade e a turbulência que muitas vezes caracterizam os ciprestes de Van Gogh.  A qualidade “atenuada” das árvores provavelmente é intencional, no entanto, para não desviar a atenção do casal em primeiro plano.
A pintura também é incomum, na medida em que retrata o crepúsculo. A grande maioria das obras de Van Gogh em Arles e Saint-Rémy, estão em plena luz do dia sob um sol provençal abrasador. As paisagens de Crepúsculo eram mais comuns nos primeiros anos de sua carreira, mas sem dúvida, Van Gogh obteve uma maravilhosa licença estilística com seus céus – as lustrosas luas brilhantes em plena luz do dia, a representação direta do amanhecer e do anoitecer foi rara nos últimos anos da carreira do  artista.
Essa pintura pertence ao acervo do MASP (Museu de Arte de São Paulo).

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“Acredito que a Arte está em tudo no que nos rodeia, basta um olhar sensível para apreciar e usufruir das diferentes manifestações artísticas. A Arte é a grande e bela ilustração da vida.”