
Amedeo Modigliani: Vida e Obra: Boemia, Amores e Fim Trágico
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Nos anos seguintes, Modigliani muda-se para Montparnasse, onde se torna amigo do escultor Brancusi. O cubismo causa-lhe profunda impressão.
Essa mudança marcou o início de uma nova fase na vida de Modigliani, que se tornou um dos principais expoentes da Escola de Paris.
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Em Montparnasse, Modigliani encontrou um ambiente artístico vibrante, onde pôde se conectar com outros artistas e intelectuais da época.
Uma das principais influências na vida de Modigliani foi a poeta russa Anna Akhmatova, com quem ele teve uma forte relação.
Anna Akhmátova e Amedeo Modigliani.Ela, uma poeta russa vinda da aristocracia. Ele, um artista italiano sem nenhum dinheiro no bolso. Seus encontros, foram capazes de despertar paixões e inspiração nesses dois nomes tão importantes.
Figura carismática de grande beleza física e prodigiosa memória, marcava presença nos cafés de Montparnasse, recitando com brilho e expressão, versos de Dante Alighieri, fazendo depois desenhos rápidos do ambiente e de pessoas, em troca de pequenas quantias ou até mesmo um copo de vinho.
Dono de uma personalidade forte, nunca aceitou conselhos de ninguém. Tinha imensa paixão pela arte, pela vida e pelo amor. Defendia suas ideias não se importando com que os outros viessem a dizer ou pensar. Era de uma autenticidade ferina.
Como muitos pintores e artistas de seu tempo, Modigliani viveu a experiência de extrema pobreza, dependia da venda de suas obras para viver. Às vezes realizava um desenho por troca de comida em um restaurante qualquer de Paris.

Depois de um ano de convivência, o casal teve uma filha, a quem deram o mesmo nome da mãe, Jeanne.
Em pouco tempo, a saúde do artista foi piorando, então resolveram viajar para o sul da França, em busca de um clima melhor e de sua recuperação.
A existência apaixonada de Modigliani terminou em 24 de janeiro de 1920 em Paris. Morreu com 35 anos, em condições de extrema pobreza, vítima de tuberculose, agravada pelo excesso de trabalho, álcool e drogas. Um dia depois à morte de seu amado Modi, Jeanne, grávida de nove meses, comete suicídio. Ela atira-se do quinto andar de um edifício.
Somente após dez anos da morte do casal, os corpos de ambos se encontraram quando transferiram o de Jeanne para o mesmo cemitério em que o artista encontrava-se.
A filha Jeanne, após a trágica morte de seus pais quando tinha apenas catorze meses de idade, foi cuidada por seus avós maternos até que sua tia paterna a adotasse.
Como artista, Jeanne Modigliani ofegou composições abstratas. Ela também é conhecida como biógrafa de seu pai, escrevendo o livro "Modigliani, homem e mito", publicado em 1958.
Para entender o restante desta jornada, continue no nosso próximo artigo: Amedeo Modigliani: Vida e Obra: Estilo Único e Obras Marcantes.
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