
Biografia de Pablo Picasso e sua obra: A Revolução Cubista e Relações Marcantes
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Parecia impossível a Picasso ser fiel a uma mulher. Depois que Fernande o abandonou numa noite de verão em 1911, ele começou a cortejar uma amiga de Fernande, Marcelle Humbert. Picasso a chamava de Eva, querendo dizer que era seu primeiro amor, e tudo indica que ele se apaixonou profundamente por ela. O artista declarou a seu agente que amava tanto Eva que escreveria isso em seus quadros. Por essa época as palavras ‘Ma Jolie’ (minha bela) começaram a aparecer em suas pinturas. Era o nome de uma canção bastante popular, e parece que Picasso o adotou como uma forma carinhosa de chamar Eva. Mas esse relacionamento não duraria. Eva morreu tragicamente de uma enfermidade em 1915.
Em 1915 Picasso conheceu o pianista e compositor Erik Satie. Nessa época Satie compunha músicas para o balé chamado parade, produzido pelo famoso empresário russo Serge Diaglilev. Picasso aceitou pintar os fundos de cena e figurinos. Uma das dançarinas, Olga Khokhlova, filha de um general russo, atraiu Picasso.
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Em julho de 1918 eles estavam casados. Em fevereiro de 1921, Olga Khokhlova, deu à luz um filho chamado Paulo. Por algum tempo, o artista foi um pai dedicado, e sempre se deliciava em fazer esboços e pinturas do filho. Nesta época as obras de Picasso já eram muito procuradas e vendidas por altos preços.
Já passado dos quarenta anos, Picasso era um verdadeiro sucesso. Os dias boêmios de pobreza, na parte mais modesta de Paris, deram lugar à riqueza e ao conforto de sua vila na costa do Mediterrâneo, a limusines com motoristas - e a um casamento infeliz.

Em 1927 conheceu Marie-Thérèse Walter um garota de dezessete anos e iniciaram um caso amoroso. Picasso continuava casado com Olga, os encontros com a amante aconteciam às escondidas. No entanto as pinturas desse período teriam entregado o segredo, se Olga as observasse com cuidado, o que não parecia interessada em fazer.
Em 1935, Marie-Thérèse teve uma filha com o artista, chamada Maria-Concepción, apelidada de Maya. A primeira filha de Picasso recebia o nome da irmã dele, morta quarenta anos antes na Espanha. Com o nascimento de Maya em 1935, Picasso e Olga se separam. Era impossível para ele obter o divórcio, por isso não pôde casar-se com Marie-Thérèse, mãe de Maya.

Em 1936 um amigo de Picasso, o poeta Paul Éluard apresentou-o à fotógrafa Dora Maar. O artista imediatamente apaixonou-se por ela e tornaram-se amantes, mesmo assim continuou seus encontrou com Marie-Thérèse. Com Dora Maar seu romance durou quase dez anos. Seu nome era Henriette Theodora Marković, foi outra musa marcante na trajetória de Pablo Picasso. Morena de olhos verdes, a francesa que cresceu na Argentina revelou ser uma talentosa poeta e, posteriormente, uma habilidosa fotógrafa.
Nessa época, notícias perturbadoras sobre atividades dos nazistas na Alemanha começavam a aparecer. Em 1936 a Guerra Civil eclodiu na amada Espanha de Picasso com o exército nazista colaborando para espalhar a destruição. Dora Maar com suas fotografias, colaborou com o amante a produzir sua obra-prima, Guernica. Quando descobriu que Picasso se encontrava com outras mulheres, Dora Maar teria enlouquecido e foi mandada para um hospital. Nunca mais se relacionou com homens e teria dito a seguinte frase: “Depois de Picasso, só Deus”.

Desde o rompimento com Olga, Picasso viveu sozinho, passando apenas os finais de semana com Marie-Thérèse e pequenos períodos com Dora Maar, até conhecer Françoise Gilot na Paris ocupada pelos nazistas em 1943. Com Françoise o pintor se sentiu diferente. Ele com 64 anos e ela cerca de quarenta anos mais nova, eram amantes. Foram morar juntos em Antibes, onde em 1947, nasceu o primeiro filho do casal de nome Claude. Pouco tempo depois, tiveram uma filha, a quem deram o nome de Paloma.
Para entender o restante desta jornada, continue no nosso próximo artigo: Biografia de Pablo Picasso e sua obra: Últimos Anos e Obras Essenciais Comentadas.
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