
Sebastião Salgado: Biografia e Obra: Raízes, Transição e Grandes Projetos Fotográficos
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Sebastião Salgado é muito mais do que um fotógrafo renomado; ele é um contador de histórias visualmente magistral, cujas imagens transcendem o tempo e o espaço para capturar a essência da humanidade e da natureza.
Sua obra não apenas documenta eventos e paisagens, mas também evoca emoções profundas e desperta a consciência para questões urgentes.
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Conheça mais sobre a vida e a obra desse mestre da fotografia e descubra como suas imagens podem transformar a maneira como vemos o mundo.
Sebastião Salgado, fotojornalista brasileiro é reconhecido mundialmente pelo trabalho que desenvolve junto ao povo oprimido e sem teto.
Sua obra expressa poderosamente a preservação da natureza em todos os aspectos.
Sebastião Salgado: BIOGRAFIA
Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu no dia 8 de fevereiro de 1944, na cidade de Aimorés, Minas Gerais.
Filho único de um fazendeiro que desejava que ele se tornasse advogado. Em vez disso, ele estudou economia na Universidade de São Paulo.

Em 1964, casou-se com a arquiteta e urbanista Lélia Deluiz Wanick. Enquanto trabalhava como economista para o Ministério das Finanças no período de 1968-69, juntou-se ao movimento popular contra o governo militar do Brasil. Visto como um radical político, Salgado foi exilado em agosto 1969.
Ele e sua esposa, fugiram para a França, onde deu segmento aos estudos na Universidade de Paris.
Em 1971, enquanto estava em uma designação em Ruanda como economista da Organização Internacional do Café, ele tirou suas primeiras fotografias e logo decidiu se dedicar a essa arte. Ele se tornou um fotojornalista freelancer em 1973.
Em 1974 nasceu seu primeiro filho, Juliano e em 1979, seu segundo filho Rodrigo, que é portador da Síndrome de Down.
Em 1977, Salgado iniciou um projeto denominado Outras Américas, onde ele registrou os povos indígenas da América Latina.
Esse trabalho foi concluído após sete anos de viagens iniciadas no litoral do Nordeste Brasileiro e percorrendo depois pelo Chile, Bolívia, Peru, Equador, Guatemala e terminando no México.
Esse projeto lhe trouxe o Prêmio Cidade de Paris/Kodak pelo seu primeiro livro fotográfico.
Na tumultuada década de 70, Salgado fotografou uma ampla variedade de assuntos, incluindo a fome na Nigéria e a Guerra Civil em Moçambique. Em 1979, ele se juntou à prestigiada Agencia Magnum Photos para fotojornalistas, e dois anos depois ele ganhou destaque nos Estados Unidos com uma fotografia polêmica quando capturou a tentativa de John Hincklev de assassinar o presidente Ronald Reagan.
Em meados dos anos 1980, Sebastião Salgado começou a dedicar-se quase inteiramente a projetos de longo prazo que contavam uma história através de uma série de imagens. Por esta altura ele também estabeleceu o seu estilo: fotografias apaixonadas baseadas em grande beleza formal e composições fortes , que expressam uma sensação de nobreza relacionados com seus assuntos dedicados aos seres oprimidos.
Em 1986, lançou Homem em Perigo, um livro sobre a fome registrada na região do Sahel, na África.
Em 1990 lançou Serra Pelada, onde foram registradas em 1986 os trabalhadores cobertos de lama na Mina de Ouro de Serra Pelada, no Brasil.
Em 1993, a reputação internacional de Salgado foi confirmada quando sua Exposição Retrospectiva “Esforço Humano” foi mostrada no Museu Nacional de Arte Moderna de Tóquio. Foi a primeira vez na história dos museus nacionais do Japão que as obras de um fotógrafo individual foram exibidas. Nesse mesmo ano ele publicou o livro "Trabalhadores" , um retrato épico da classe trabalhadora. Quatro anos depois Terra: A luta dos sem-terra recebeu uma tremenda aclamação da crítica. A coleção de fotografias em preto e branco realizadas entre 1980 e 1996 documenta a situação dos trabalhadores empobrecidos no Brasil; o trabalho inclui um prefácio do romancista português José Saramago, além de poemas do cantor e compositor brasileiro Chico Buarque de Holanda.
Na década de 1990, Salgado registrou o deslocamento de pessoas em mais de 35 países, e suas fotografias desse período foram coletadas em Êxodos - Migrações: Humanidade em Transição (2000).
Em 1998, Salgado e sua esposa Lélia, ajudaram a fundar o Instituto Terra, um projeto que pretendia restaurar uma parte degradada da floresta tropical no estado de Minas Gerais, Brasil.
Muitas de suas fotografias africanas foram reunidas na exposição África (2007).
Em Gênesis (2013) reuniu os resultados de uma pesquisa global de oito anos sobre a vida selvagem, a paisagem e as culturas humanas não corrompida pelo ataque da modernidade e industrialização.
Para entender o restante desta jornada, continue no nosso próximo artigo: Sebastião Salgado: Biografia e Obra: O Sal da Terra, Prêmios e Galeria de Impacto.
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