Art Nouveau

O final do Século XIX foi fortemente influenciado pelo artista Tcheco Alphonse Mucha quando ele produziu um pôster litografado em 1895 em Paris. Inicialmente denominado Style Mucha, seu estilo logo ficou conhecido como Art Nouveau.

Pôster litografado em 1895. Alphonse Mucha

O Art Nouveau foi um estilo de arte ornamental que floresceu entre 1890 e 1910 em toda a Europa e Estados Unidos. O termo ‘Art Nouveau’ foi cunhado, na Bélgica, onde surgiu incialmente o movimento. É caracterizado pelo uso de uma linha longa, sinuosa e orgânica e foi empregado com mais frequência em arquitetura, design de interiores, design de joias e vidro, pôsteres e ilustrações. O movimento estava comprometido em abolir a hierarquia tradicional das artes, que via as chamadas artes liberais, como pintura e escultura, como superiores às artes decorativas artesanais. Foi uma tentativa deliberada de criar um novo estilo, livre do historicismo imitativo que dominou grande parte da arte e do design do Século XIX.

O desejo de abandonar os estilos históricos do século XIX, foi um importante impulso por trás do Art Nouveau e que estabelece o modernismo do movimento. A produção industrial era, nessa altura, generalizada e, no entanto, as artes decorativas eram cada vez mais dominadas por objetos mal feitos que imitavam períodos anteriores. Os praticantes desse movimento procuravam reviver o bom acabamento, elevar o status do artesanato e produzir um design genuinamente moderno que refletisse a utilidade dos itens que estavam criando.

Na Inglaterra, os precursores imediatos do estilo foram a estética do ilustrador Aubrey Beardsley, que dependia fortemente da qualidade expressiva da linha orgânica, e o movimento Artes e Ofícios de William Morris, que estabeleceu a importância de um estilo vital nas artes aplicadas.

No continente europeu, o Art Nouveau foi influenciado por experimentos com linhas expressivas dos pintores Paul Gauguin e Henri de Toulouse-Lautrec. O movimento também foi parcialmente inspirado por uma moda para os padrões lineares das estampas japonesas empregadas no estilo ukiyo-e.

A característica principal do Art Nouveau é sua linha ornamental distintiva assimétrica ondulante, muitas vezes tomando a forma de caules e botões de flores, gavinhas de videira, asas de insetos e outros objetos naturais delicados e sinuosos; ela pode ser elegante e graciosa ou infundida com uma força rítmica poderosa. Nas artes gráficas, a linha subordina todos os outros elementos pictóricos – forma, textura, espaço e cor – ao seu próprio efeito decorativo.

Nas artes visuais, o conjunto da forma tridimensional se envolve no ritmo orgânico e linear, criando uma fusão entre estrutura e ornamento. A arquitetura mostra particularmente essa síntese de ornamento e estrutura; uma combinação liberal de materiais – ferragens, vidro, cerâmica e alvenaria – foi empregada, por exemplo, na criação de interiores unificados em que colunas e vigas se tornaram trepadeiras grossas com gavinhas espalhadas e janelas se tornaram aberturas para luz e ar e protuberâncias membranosas do todo orgânico. Essa abordagem se opunha diretamente aos valores arquitetônicos tradicionais da razão e da clareza da estrutura.

Há um grande número de artistas e designers que trabalhavam no estilo Art Nouveau. Alguns dos mais proeminentes foram o arquiteto e designer escocês Charles Rennie Mackintosh, que se especializou em uma linha predominantemente geométrica e influenciou particularmente o estilo de Secessão de Viena, de Gustav Klimt, Egon Schiele e outros.  Os arquitetos belgas Henry van de Velde e Victor Horta, cujas estruturas extremamente sinuosas e delicadas influenciaram o arquiteto francês Hector Guimard.

Podemos destacar também outra figuras importantes, como o designer de interiores e empresário norte americano Louis Comfort Tiffany; o designer francês de móveis e ferragens Louis Majorelle; o pintor, ilustrador e designer gráfico tchecoslovaco Alphonse Mucha; o ourives, designer e joalheiro francês, René Lalique; e o famoso arquiteto e escultor catalão Antoni Gaudí,   considerado o artista mais original do movimento, que foi além da dependência da linha para transformar edifícios em construções orgânicas curvas, bulbosas, de cores vivas.

Depois da década de 1910, o Art Nouveau apareceu antiquado e limitado e foi geralmente abandonado como um estilo decorativo distinto. Ele saiu de moda muito antes da I Guerra Mundial, abrindo caminho para o desenvolvimento do Art Déco na década de 1920.

Mais tarde, durante a década de 1960, no entanto, o estilo ressurgiu, em parte, por grandes exposições organizadas no Museu de Arte Moderna de Nova York  e no Musée National d’Art Moderne, e também em uma grande retrospectiva realizada no Museu Victoria & Albert em Londres no ano de 1966. As exposições elevaram o status do movimento, que muitas vezes era visto pelos críticos como uma tendência passageira, ao nível de outros grandes movimentos de arte moderna do final do Século XIX. As correntes do movimento foram então revitalizadas na Pop Arte e na Op Art. No domínio popular, as linhas orgânicas floridas do Art Nouveau foram revividas como um novo estilo psicodélico na moda e na tipografia usada nas capas de álbuns de rock e na publicidade comercial.

GALERIA

O Glutão no Moulin Rouge. Henri de Toulouse-Lautrec. 1891
O Zodíaco. Alphonse Mucha. 1896
Luminária da Tiffany Studios de Nova York – Artista: Clara Driscoll
Hotel Tassel (escada). Victor Horta. 1892 e 1893. Localização: Bruxelas, Bélgica.
Parque Güell. Antoni Gaudí. 1900-14 – Barcelona, Espanha
O Beijo. Gustav Klimt. 1907 – Clique AQUI e saiba mais
Cintra. Charles Rennie Mackintosh. 1908
Cidade Amarela. Egon Schiele. 1914
“Acredito que a Arte está em tudo no que nos rodeia, basta um olhar sensível para apreciar e usufruir das diferentes manifestações artísticas. A Arte é a grande e bela ilustração da vida.”

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