
Auguste Rodin: O Apogeu Artístico e a Turbulência Pessoal (Capítulo 2/3)
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Índice do Artigo
O gênio dedicou sua alma para pintar o teto da capela mais famosa do mundo.
Surpreendentemente, ele demorou mais de 4 anos trabalhando em condições quase asfixiantes.
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Rodin produziu outras grandes esculturas nos anos seguintes, incluindo monumentos aos grandes nomes literários franceses Victor Hugo e Honoré de Balzac.
O Monumento a Victor Hugo nunca chegou a realizar-se como Rodin o havia imaginado; O Monumento a Balzac foi rejeitado pela comissão encarregada da sua realização.
Uma Visita Importante
Em 1903, recebe uma importante visita em seu ateliê; um dos escritores mais finos, profundos e íntimos da Europa do século XX, Rainer Maria Rilke que tinha por objetivo, fazer um estudo da obra de Rodin para os leitores alemães.
Longas foram as conversas entre ambos artistas.
Poucos meses depois, Rilke publicou seu ensaio:
"Rodin é um ser de primeira magnitude, um símbolo que domina a época, um exemplo extraordinário, uma maravilha que irradia de longe. Porém, não é nada mais que um homem inefavelmente sozinho, um homem velho e sozinho na sua velhice."
Um ano depois, ambos conviviam em Meudon e o escultor, que sempre teve dificuldades com a escrita, passou a ter em sua disposição, o escritor alemão Rilke como secretário, a quem confiou sua correspondência.
Rodin confessou a ele:
"Não tenho amigos, devo viver sozinho. Mas sei que na minha arte, Deus está perto de mim. Aproximo-me a Ele sem temor. Sempre o reconheci e compreendi. O destino da minha obra também não me inquieta; nada ruim pode vir dela para mim. Quem a tenha compreendido se libertará da miséria que arrasta os homens."
De repente, o autor de "O Beijo", "A Mão de Deus" se deteve.
Em 15 de julho de 1916, uma súbita doença deixou semi- inconsciente o escultor.
Pressentindo o fim eminente, a Academia quis homenageá-lo, convertendo-o em um de seus membros.
A eleição deveria efetuar-se em 23 de novembro.
Porém, seis dias antes, em pleno conflito mundial, uma congestão pulmonar acabou com a vida de Rodin.
Faleceu em 17 de novembro de 1917, em Meudon, na França, alguns meses após a morte de sua companheira Rose Beuret.
O Legado de Rodin
Sendo aclamado por mais de um século, Rodin é amplamente considerado como o pioneiro da escultura moderna.
Com reproduções de seu trabalho encontradas em todo o mundo, seu legado continua a ser estudado e profundamente admirado por outros artistas, especialistas, estudiosos e conhecedores de arte.
A história de amor entre Auguste Rodin e Camille Claudel durou mais de 10 anos e deixou uma marca indelével em suas obras de arte. Ela foi internada em um asilo por sua própria família permanecendo até a sua morte aos 78 anos. Rodin alcançou o sucesso e tornou-se o grande escultor que todos conhecemos, mesmo que as dúvidas persistam, de que algumas de suas obras-primas tenham sido realmente concebidas e feitas em conjunto com Camille, o relacionamento deles certamente foi além e se tornou uma análise implacável das composições e nos trabalhos que eles fizeram.
O Museu Rodin
O Museu Rodin foi inaugurado em agosto de 1919 em uma mansão de Paris que abrigou o estúdio do artista durante os últimos anos de sua vida.
Após vários anos de reconstrução, o museu foi reaberto em 2015 em 12 de novembro, aniversário do artista.
Com grande parte de sua receita proveniente da venda de moldes de bronze feitos a partir de moldes originais.
O espaço também apresenta peças da escultora Camille Claudel; ela foi amante e musa de Rodin que trabalhou como sua assistente durante algum tempo.
Para entender o restante desta jornada, continue no nosso próximo artigo: Auguste Rodin: As Obras Imortais, Análise e Legado (Capítulo 3/3).
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