
Saudade - Almeida Júnior
Saudade - Almeida Júnior
(Sem Penalidade CLS)
Convido a mergulhar na obra Saudade de Almeida Júnior, um dos mais comoventes retratos da melancolia e da nostalgia.
Pintado em 1899, este quadro revela a profunda sensibilidade do artista ao representar uma mulher solitária, perdida em pensamentos, enquanto segura uma carta.
(Sem Penalidade CLS)
A expressão de tristeza e saudade em seu rosto transmite uma emoção universal que ressoa através dos tempos.
Almeida Júnior, conhecido por suas habilidades em retratar a vida rural brasileira, mostra aqui sua maestria em capturar a complexidade dos sentimentos humanos.
Ao contemplar 'Saudade', somos convidados a refletir sobre a natureza efêmera da vida e a universalidade da experiência humana.
Esta é uma das mais famosas pinturas do brasileiro Almeida Júnior, importante artista do século XIX que foi um dos representantes do movimento realista.
Temos nessa composição, uma mulher que é a figura central e também a presença de uma janela, elemento tão comum nos quadros do pintor, que tinha predileção por retratar ambientes do dia a dia, tornando assim um mestre na pintura narrativa.

Existe uma luz em perpendicular que entra pelo primeiro quadrante, passa pelo chapéu, brincos, boca, lágrima, documento, livro e termina no baú entreaberto que conduz nosso olhar na obra.
A postura da mulher voltada para dentro indica introspecção ignorando o universo externo.
Com vestimenta preta, de costas para a janela de madeira, e de frente para o observador, com a cabeça baixa e cabelos despencando pela face esquerda, com lágrimas a escorrer-lhe pelo nariz, segura uma foto na mão esquerda, enquanto com a direita cobre a boca com um xale preto.
Seu rosto, com os olhos comprimidos, denota uma expressão de grande saudade.
Mais do que isso, atente para a fotografia que a mulher traz em sua mão esquerda e para seu braço direito cuja mão cobre o rosto usando o xale, com o intuito de abafar qualquer soluço.
É preciso ressaltar no modo como o artista compõe sua obra numa rica estruturação que está diretamente vinculada ao centro de atenção da narrativa.
O chapéu de palha, pendurado na parede, leva a um segundo personagem, ausente da cena, provavelmente o marido.
Um baú entreaberto, onde se vê, acima de sua tampa, um velho livro de fotografias, coberto com um véu, reforça o sentimento de solidão e tristeza.
Através da janela aberta entra a luz, vê-se apenas uma parte dela.
Todo o ambiente é simples, com a parede à esquerda necessitando de reparos, levando o observador a imaginar que se trata de um ambiente rural.
As cores da casa, do local se harmonizam com os tons de pele da mulher mostrando que ela pertence a este local.
Saudade: A pintura em detalhes...



(Sem Penalidade CLS)









