
Simbolismo: Origens Francesas e Primeiros Mestres
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O Simbolismo foi um movimento artístico e literário, que surgiu na segunda metade do século XIX. Em muitos aspectos foi uma reação contra o moralismo, o racionalismo e o materialismo. Nesse período, os artistas sentiam necessidade de ir além do naturalismo, ele servia como meio de fuga. Foi um período em que o positivismo promoveu a chegada de um mundo melhor, baseado na razão e na tecnologia. Muitas pessoas lamentaram a perda de vidas que conheceram antes, pois inúmeras pessoas se mudaram para as cidades para trabalhar.
A imensa mudança trazida pela Revolução Industrial criou esse grande embate entre o mundo tradicional e simbólico e a nova realidade com seus diversos valores. Especialmente nos países católicos, as noções do que normalmente era considerado bom e mau estavam sendo questionadas. Começando como um movimento literário, o simbolismo logo foi identificado com a arte de uma jovem geração de pintores que desejavam que a arte refletisse emoções e ideias, em vez de representar o mundo natural de uma forma objetiva. Eles estavam unidos por um pessimismo compartilhado e pelo cansaço da decadência na sociedade moderna.
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Simbolismo na França
O simbolismo surgiu inicialmente como um movimento literário na França na década de 1880 e se tornou popular em 1886 após a publicação do manifesto de Jean Moréas no Le Figaro em 18 de setembro de 1886. Moréas, que estava reagindo contra o racionalismo e o materialismo que permeia a cultura ocidental, acreditava no puro subjetivismo e a expressão de ideias, em vez de uma descrição realista do mundo natural. No entanto, pode-se dizer que Gustave Moreau foi um dos primeiros artistas desse movimento, que já explorava temas simbolistas vinte anos antes do manifesto de Moréas, por exemplo em sua pintura A Aparição (Salomé).
Em 1891, Albert Aurier um crítico de arte francês do séc. XIX, publicou um artigo sobre Paul Gauguin, no qual deu a primeira definição de Simbolismo em termos estéticos. Ele a descreveu como a visão subjetiva do artista expressar por meio de um estilo não naturalista, e nomeou Gauguin como sua figura principal. Muitas de suas obras, como por exemplo O Cristo Amarelo é considerada uma das principais pinturas do simbolismo. O grupo de arte Les Nabis, sob a orientação de Gauguin, também deu uma grande contribuição para a transição para o Simbolismo.
Enquanto isso, Odilon Redon criou sua própria versão de Simbolismo com um misterioso corpo de trabalho com o qual pretendia trazer as pessoas para o mundo ambíguo do desconhecido, assim como a música faz. Frequentemente inspirando-se em sonhos e mitologia, Redon explorou a jornada das trevas à luz.

Para entender o restante desta jornada, continue no nosso próximo artigo: Simbolismo: A Expansão pela Europa e o Legado Artístico.
Mas a história guarda um detalhe bizarro: a influência do simbolismo na arte moderna e contemporânea é ainda mais profunda do que se pensava.
A Influência do Simbolismo na Arte Moderna e Contemporânea
Desde o início do século XX, o simbolismo tem influenciado a arte moderna e contemporânea de maneira significativa. Muitos artistas, como Salvador Dalí e René Magritte, foram influenciados pelo simbolismo e incorporaram elementos simbólicos em suas obras.
Além disso, o simbolismo também influenciou a arte contemporânea, com artistas como Jeff Koons e Marcel Duchamp criando obras que exploram a relação entre o significado e a forma.
Portanto, é possível dizer que o simbolismo continua a ser uma força importante na arte moderna e contemporânea, influenciando artistas e obras de maneira significativa.
Compreender a história do simbolismo é fundamental para apreciar a arte moderna e contemporânea, e para entender a influência do simbolismo na arte de hoje.
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