
A Revolução Impressionista: A Luz na Pintura Moderna
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Convido você a explorar o movimento impressionista, uma das mais importantes revoluções na história da arte.
Surgido na França no final do século XIX, o impressionismo rompeu com as convenções artísticas da época, buscando capturar a essência fugaz da luz e da cor.
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Artistas como Claude Monet, Pierre-Auguste Renoir, Edgar Degas e Camille Pissarro foram pioneiros desse movimento, criando obras que celebram a beleza da vida cotidiana e da natureza.
Ao estudar o impressionismo, você será transportado para um mundo de cores vibrantes, pinceladas rápidas e cenas que parecem capturadas no momento exato.
Entre meados de 1860, um grupo de jovens artistas franceses intelectuais, questionavam a arte acadêmica e propuseram o mais revolucionário movimento ocorrido até então.
O "Café Guerbois" era conhecido por esses frequentadores que, mais tarde, tornaram-se conhecidos como sendo os "impressionistas".
Mas a história guarda um detalhe bizarro:
Nesse período, o mundo da Arte vivia um tumulto com a famosa pintura de Édouard Manet "Dejeuner sur l'herbe" (Almoço na Relva). Monet e seus amigos agruparam-se em torno do artista e mudaram completamente a maneira de pintar.
Surpreendentemente, eles demoraram mais de 4 anos trabalhando em condições quase asfixiantes.
"Manet é tão importante para nós como Cimabue e Giotto foram para o Renascimento italiano". declarou Renoir.
Embora a obra dos impressionistas fosse da obra dos pintores realistas, a grande diferença estava na despreocupação em transmitir uma mensagem social ou moral.
O interesse era retratar fielmente as percepções do mundo natural, exatamente como via.
A preocupação era a luz e seus efeitos, suas constantes variações, as superfícies dos objetos e como passar essas percepções para a pintura.
As teorias de harmonia cromática eram cada vez mais debatidas e estimularam os impressionistas em suas explorações sobre a natureza das experiências visuais. Notaram também que as sombras, como a cor local, são compostas não de um, mas de vários matizes; não são pretas nem escuras.
A linha deixa de ser representada pois, para esses artistas ela era apenas um meio de representar imagens.
Deviam pintar com rapidez para captar a luz do momento.
O fascínio dos impressionistas pela luz refletida estendeu-se às variações da luz em diferentes estações do ano.
Também, não foram os primeiros a observar esse fenômeno, mas se distinguiram em suas interpretações.
Em 1874 foi realizada a primeira exposição impressionista no estúdio do fotógrafo Nadar, por esse grupo de artistas desconhecidos.
Entre eles estavam Claude Monet, Auguste Renoir, Camille Pissarro, Paul Cézanne, Edgar Degas, Edouard Manet e Alfred Sisley. Perfaziam um total de 30 expositores, cujos nomes, em sua maioria, estão hoje esquecidos.
A Exposição levava o nome de Sociedade Anônima dos Artistas, Pintores, Escultores, Gravuristas, etc...".
Como era de se esperar de uma sociedade sempre resistente ao novo, não foram bem aceitos pelos poucos visitantes.
A maneira impressionista esboçada, aparentemente indisciplinada, era uma afronta ao público habituado ao acadêmico.
Era inaceitável que os pintores mudassem a visão coletiva da realidade.
O crítico de arte Louis Leroy definiu o quadro de Monet "Impressão Sol Nascente" como sendo impressão e nada mais.
O grupo, aderindo ao nome batizaram o movimento de "Impressionismo".
O termo ¨impressão¨ já era usado amplamente pelos próprios pintores da vanguarda quando se referiam as suas obras.
Monet, Renoir e Pissarro preocupavam-se tanto em captar a verdade traduzida na luz do momento que começaram a estudar as novas teorias científicas da luz e da cor.
Não se deixavam abater pela crítica e pelo desprezo do público que já os acompanhavam há bastante tempo.
O final do século XIX foi um período histórico muito rico de inventos que, obviamente, influenciaram a arte.
Entre eles, a fotografia exerceu uma forte influência na pintura.
Na verdade, os impressionistas ficaram fascinados pela fotografia, e achando que ela passou a fazer o que eles faziam, começaram a modificar a maneira de se expressarem, com movimentos rápidos, eles queriam fazer o que a fotografia propõe, congelar a imagem.
Eram fascinados pela luz do sol.
A proposta principal era sair do ateliê e pintar ao ar livre para capturar a luz, o movimento, a cor real de cada momento do dia.
Para entender o restante desta jornada, continue no nosso próximo artigo:
Maestros do Impressionismo: Nomes e Obras Inesquecíveis.

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