
Biografia de Joan Miró e suas obras: Consolidação, Guerras e Reconhecimento Mundial
(Sem Penalidade CLS)
O começo da II Guerra Mundial coincide com a sua série mais famosa, intitulada Constelações. "Foi um trabalho longo e duro. Umas formas me sugeriam outras, que, por sua vez, reclamavam outras novas para que as equilibrassem. E estas, outras, era o conto do nunca acabar", confessa Miró com sua pitoresca linguagem e sotaque.
São do período da II Guerra Mundial, algumas das obras mais líricas e famosas de Joan Miró, as que compõem a série "Constelações", na qual parece conjurar céus inteiros para se sobrepor à fúria cega desencadeada pela guerra.
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Graças a elaboração das obras dessa série, Miró pôde subsistir sem naufrágio espiritual no inferno coletivo, declara: "Propositalmente encerrei-me em mim mesmo: a noite, a música, as estrelas, a partir de então desempenharam um papel muito mais importante em minha pintura".
Mas a história guarda um detalhe bizarro:
Em 1941, Miró expõe seus trabalhos em continente americano. Reconhecido mundialmente numa primeira retrospectiva que reúne 73 telas numa mostra no Museu de Arte Moderna de Nova Yorque.
A partir de 1944, Miró deu início em seus trabalhos com cerâmica e escultura. Ele usava materiais diferentes do convencional, como por exemplo sucatas.

Depois de oito anos de ausência, regressa a Paris e expõe na galeria de um novo Marchand, Maeght, que depois de alguns anos levantará a sua Fundação.
Após ter se dedicado esses anos a cerâmica e gravura, em 1959 regressa à pintura. Paris lhe dá o reconhecimento merecido com uma grande exposição antológica, 241 obras no Museu de Arte Moderna. Muitas honrarias e prêmios se sucedem como a encomenda do grande mural de cerâmica para o Guggenheim de Nova Yorque.
Em 1969 foi a vez da Pátria-mãe reconhecer seu valor. Realiza em Barcelona uma retrospectiva com 396 obras no Hospital de Santa Creu, que acolheu a morte de Gaudí, seu conterrâneo.
O grande Palais de Paris, em 1974, reúne a sua escultura, cerâmica e pintura, nada menos que o patrocínio do Governo Francês. No ano seguinte inaugura-se a Fundação Miró. Pinta incansavelmente, a lápis ou pincel. Quanto mais se encurta a vida e as forças, maiores eram suas telas e murais.
Uma das suas maiores obras foi o mural do Palácio de Congressos em Madri.
O mundo se curva à sua arte com antologias para comemorar o aniversário do artista. Madri, encomenda-lhe o grande mural do Palácio de Congressos e batiza com o seu nome a Praça Contígua. Realiza duas esculturas de 12 metros cada uma em Chicago e Kansas City e outra de 22 metros em Barcelona.

Em 30 de novembro de 1981, três da tarde, decolou de Palma o avião que levava Miró pela última vez a Barcelona, para concluir algumas esculturas. Em 17 de dezembro regressava exausto a Palma. Seis dias depois uma trombose significava o princípio do fim. Quanto mais velho ficava, maiores eram seus projetos e mais difíceis de realizar.
Miró e sua arte sobreviveram aos conflitos das duas grandes guerras e ganharam reconhecimento internacional definitivo. Pintor de intensos vermelhos, azuis, verdes e amarelos, de fantoches ao mesmo tempo sábios, infantis e inquietantes, morreu às três da tarde de um dia de Natal, no dia 25 de dezembro de 1983 em Palma de Mallorca aos 90 anos, rico e bem-sucedido, celebrado em todo mundo como um dos maiores artistas do século 20.
"Ele foi o mais surrealista de todos nós", chegou a dizer o líder do movimento, o escritor André Breton.
Biografia de Joan Miró: Uma Galeria Detalhada de Suas Maiores Criações
Para entender o restante desta jornada, continue no nosso próximo artigo: Biografia de Joan Miró e suas obras: Uma Galeria Detalhada de Suas Maiores Criações.
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