
Emiliano Di Cavalcanti: Temas, Musas e Legado na Arte Brasileira
(Sem Penalidade CLS)
O gênio dedicou sua alma para pintar o teto da capela mais famosa do mundo.
O ARTISTA E SUA OBRA: Emiliano Di Cavalcanti
Quando tratamos de Di Cavalcanti, percebemos sua importância no Brasil e também em outros países.
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Ele inovou sem limites ao mundo da arte, com seu estilo tão brasileiro.
Recebe influências do expressionismo, do cubismo e dos muralistas mexicanos, onde abordou temas tipicamente brasileiros, como por exemplo, o nosso samba.
Assim, em suas obras, é possível ver festas populares brasileiras, operários, entre outros segmentos nacionais.
Apaixonado pela vida boêmia carioca, pintou as mulheres em seus diversos momentos sob novos olhares para a época em diferentes estilos, sobretudo as mulatas.

Encontramos na obra de Di Cavalcanti temas sociais do Brasil, como festas populares, operários, as favelas, protestos sociais, porém o tema "Mulher", sempre foi um dos assuntos preferidos do artista em todos os aspectos.
O MAC ( Museu de Arte Contemporânea) possui em seu acervo, além de pinturas, uma série de mais de 500 desenhos, que cobrem o período que vai da década de 20 até o ano de 1952: grafites, guaches e nanquins, aquarelas, generosamente doados pelo artista.

Em muitas de suas mulatas, encontramos Marina Montini, modelo e atriz brasileira, sua grande musa inspiradora . Ela era conhecida como a “mulata de Di Cavalcanti”, e assim foi por longos anos.
A modelo foi descoberta pelo pintor, numa reportagem da Revista Manchete, no fim dos anos 60.
Seu encanto foi imediato, tanto que o pintor não sossegou enquanto não convenceu a modelo a trabalhar para ele.
Elas posavam para o pintor quase diariamente entre 1969 e 1976.

Na gravura Mulata com Pássaro percebemos nitidamente que trata-se de Marina Montini, sua grande musa inspiradora a quem ambos trocaram anos de cumplicidade, na arte e na vida pessoal.
Há quem diga que foram amantes e que depois da morte do artista, a modelo caiu em uma forte depressão e acabou entrando no mundo da bebida.
A ligação da musa com o pintor acompanhou a modelo por toda sua vida.
Quando encerrou o apogeu da carreira, vieram os problemas de saúde com complicações de cirrose.
Com tudo isso , passou a ter também problemas financeiros e foi obrigada a morar no Retiro dos Artistas, a partir de 1976 em Jacarepaguá (RJ).
Faleceu em 2004, aos 58 anos de idade, isolada e esquecida.
O cineasta Glauber Rocha, grande admirador de Di Cavalcanti, fez uma homenagem ao pintor durante o seu velório, sob protesto dos familiares.
Ousou colocar o enterro do estimado pintor sob sons festivos e carnavalescos, tirando todo o peso cultural da morte.
Quebrou o clima de dor e substituiu por um clima de alegria.
Desafiando esse tabu da morte, e mostrando aspectos de sua vida, a sua relação com o pintor, Glauber Rocha ao filmar a morte acabou filmando na verdade a vida.
Quebrar o tabu da morte foi algo tão impactante que até hoje a família proíbe a exibição do filme.
Justificou o cineasta: "Carnavalizar a morte, e exaltar os aspectos da vida de Di Cavalcanti é a mais bela forma que vi de homenagem. Menosprezar o significado da morte é superá-la com as lembranças da vida. Dizer que a vida e a obra de Di Cavalcanti foram tão boas e construtivas que a morte se torna um mero pretexto para uma comemoração da vida e do legado do pintor, que sobreviverá.
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