
Paul Cézanne: Vida, Legado e o Caminho para a Inovação Artística (Parte 1)
(Sem Penalidade CLS)
Convido você a mergulhar na vida e na obra de Paul Cézanne, um dos mais importantes pintores pós-impressionistas.
A biografia de Cézanne é marcada por uma busca incessante pela forma e pela cor, que revolucionou a arte do século XIX.
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Sua trajetória artística foi repleta de desafios e autodescobertas, refletindo-se em uma obra singular e inovadora.
Ao conhecer mais sobre a vida de Paul Cézanne, você descobrirá não apenas um artista talentoso, mas também um visionário cujo trabalho influenciou gerações de artistas e mudou para sempre a história da arte.
Paul Cézanne foi um importante pintor francês que contribuiu muito com o desenvolvimento da arte moderna e contemporânea.
Considerado o precursor do cubismo, influenciou artistas como Pablo Picasso e Henri Matisse.
Pertenceu ao Impressionismo, mas tinha estilo próprio, sendo assim ele é considerado um artista pós-impressionista.
Ele foi um homem fora de seu tempo.
Eventos sociais, a Guerra Franco-Prussiana em 1870, a turbulência política que sucedeu ao conflito, até mesmo o que se passava em sua própria família, nada afetava a prioridade de sua vida: a pintura.
BIOGRAFIA de Paulo Cézanne

Cézanne nasceu numa família de classe média alta, em 19 de janeiro de 1839, em Aix-en-Provence, França.
Seu pai, Lois-Auguste Cézanne, era um comerciante de chapéus que fez fortuna ao comprar um banco que faliu depois da revolução em 1848.
Sua mãe, Anne-Elisabeth Honorine Aubert, foi empregada da loja de chapéus de seu pai.
Cézanne e sua irmã Marie nasceram antes que o casamento entre seus pais estivesse consumado, o que só aconteceu em 1844.
Dez anos depois, sua mãe deu à luz a outra menina, Rose.

O relacionamento do pintor com a família nunca foi muito bom.
Em uma carta ao também pintor e amigo Camille Pissarro, chegou a dizer que sua família tinha as piores pessoas do mundo, e que o aborrecia além de qualquer medida.
Em 1852, ingressou no College Bourbon e alí conheceu o futuro escritor Émile Zola e Jean-Baptiste Baille, que se tornaria engenheiro.
As atividades do trio revezavam-se entre a caça, a pesca e a literatura.
Chegaram a trocar poesias.
O pintor, que era um aluno brilhante e demonstrava interesse pelas línguas clássicas, compunha em latim.
Mas a poesia para ele era só um passatempo.
Seu pai já sonhava com a carreira de advogado para o filho e pensava em empregá-lo em seu banco quando acabasse os estudos, mas Cézanne ficou somente dois anos na faculdade.
Abandonou para se dedicar à arte.
Apesar do pai, que reprovou a atitude do filho, a mãe satisfez os sonhos do rapaz de ser artista.
Cézanne, porém, raramente lhe pedia para posar e, pelo que se sabe, a desenhou somente uma vez, enquanto dormia.
Por outro lado, e paradoxalmente, pintou seu pai diversas vezes.

O relacionamento do pintor com a família nunca foi muito bom.
Em uma carta ao também pintor e amigo Camille Pissarro, chegou a dizer que sua família tinha as piores pessoas do mundo, e que o aborrecia além de qualquer medida.
Em 1852, ingressou no College Bourbon e alí conheceu o futuro escritor Émile Zola e Jean-Baptiste Baille, que se tornaria engenheiro.
As atividades do trio revezavam-se entre a caça, a pesca e a literatura.
Chegaram a trocar poesias.
O pintor, que era um aluno brilhante e demonstrava interesse pelas línguas clássicas, compunha em latim.
Mas a poesia para ele era só um passatempo.
Seu pai já sonhava com a carreira de advogado para o filho e pensava em empregá-lo em seu banco quando acabasse os estudos, mas Cézanne ficou somente dois anos na faculdade.
Abandonou para se dedicar à arte.
Apesar do pai, que reprovou a atitude do filho, a mãe satisfez os sonhos do rapaz de ser artista.
Cézanne, porém, raramente lhe pedia para posar e, pelo que se sabe, a desenhou somente uma vez, enquanto dormia.
Por outro lado, e paradoxalmente, pintou seu pai diversas vezes.

Ele perseguiu essa vocação única sem se deixar desviar por contingências de política, metafísica ou amor.
Nunca houve mulher importante em sua vida, afora a mãe e a esposa, Hortense Fiquet, com quem se casou depois que ela deu à luz o filho deles, Paul.

Foi na sua cidade natal que ele morreu em 23 de outubro de 1906, vítima de uma infecção pulmonar, contraída depois que uma tempestade de outono o pegou enquanto pintava ao ar livre.
O artista não se sentia à vontade na época em que viveu e teve muito mais reconhecimento na geração de artistas seguinte.
Crítica e público o consideravam um maldito e Cézanne só teve o reconhecimento muito tempo depois de morrer.
Sua pintura não foi compreendida em vida, mas foi amada pelos modernistas, sobretudo pelos cubistas, como Pablo Picasso, que viram em seus traços a simplicidade e liberdade na expressão da arte.
Rejeitada várias vezes nas mostras de Paris, o artista só foi ter sua primeira exposição individual em 1895, aos 56 anos, graças ao empenho de alguns amigos impressionistas, como Claude Monet e Camille Pissarro, mais a boa vontade do marchand Ambroise Vollard.
A partir de então, todos dobraram-se a ele, que continuou representando seu próprio mundo.
No processo de criação de suas obras, sempre começava com o uso das cores para chegar à construção geométrica da natureza, baseada no cilindro, na esfera e no cone, dispostos em perspectiva.
Na abstração e no realismo, foi identificado com uma concepção mais moderna da arte: a recriação da forma e do espaço e a relação da cor e da linha são alguns dos fatores marcantes na obra desse grande artista.

"Quero conhecer , para melhor sentir; e sentir, para melhor conhecer."

ARTE COMENTADA
A Vila de Médan
Para entender o restante desta jornada, continue no nosso próximo artigo: Paul Cézanne: Obras-Primas e a Revolução Pós-Impressionista (Parte 2).
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