Pintura expressionista a óleo retratando Emiliano Di Cavalcanti em cena de estúdio, com cores vibrantes e tons de azul.
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Emiliano Di Cavalcanti: Consolidação Artística e Reconhecimento

A

Arthur

Curadoria Histórica

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As influências de Pablo Picasso e de Diego Rivera, mudam características importantes em sua obra. A pintura do artista brasileiro, que até então costumava ser “suja”, com tinta espessa e matéria aparente, começa a apresentar-se lisa, homogênea, com mais frequência.

As figuras humanas são, na maioria das vezes, robustas, de corpos roliços, em situações ambientadas em espaços abertos ao horizonte, ermos ou ao litoral. Mas diferentemente, por exemplo, dos trabalhadores de Candido Portinari, que fortes e imponentes, aparecem em pleno esforço ou em meio ao resultado de seu labor, os pescadores, estivadores e colonos pintados por Di Cavalcanti, estão quase sempre em momento de descanso ou de espera, sentados, deitados ou dormindo, em pausa.

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Mulheres Protestando Emiliano Di Cavalcanti
Mulheres Protestando. Emiliano Di Cavalcanti. 1941

À frente da imagem o artista coloca os dois personagens em uma posição de repouso. Mas observe que a figura masculina se apoia num objeto que parece ser uma ferramenta e que próximo a eles estão dispostos vegetais e frutos, que podem ser resultado de seu trabalho, como indica o título da obra, "Colonos". Este termo costuma ser utilizado para nomear trabalhadores que plantam e colhem em terras que não lhes pertencem.

Note o ambiente ao fundo. À princípio parece deserto, mas percebemos algumas árvores cortadas, que são indícios de que este local tenha sido manipulado pelo homem.

Di-Cavalcanti.-Ciganos
Colonos. Di Cavalcanti. 1940 (Acervo do Museu Nacional de Belas Artes – RJ)

Na década de 50, Di Cavalcanti prossegue sua carreira com sucesso: o artista recebe uma proposta feita por Oscar Niemeyer para criar imagens para uma tapeçaria no Palácio da Alvorada, também outras para pintar as estações para a Via-Sacra da catedral de Brasília.

Via Sacra Emiliano Di Cavalcanti
Via Sacra da Catedral de Brasília (detalhe da Tapeçaria)

Mas a história guarda um detalhe bizarro: Em 1951, Di Cavalcanti é convidado a participar da I Bienal de São Paulo. Faz uma doação de mais de quinhentos desenhos ao MASP (Museu de Arte Moderna de São Paulo) . Beryl Tucker Gilman passa a ser sua companheira.

Di Cavalcanti Beryl Tucker Gilman
Fotografia de Di Cavalcanti e Beryl Tucker Gilman - Década de 50

Em 1956 participa da Bienal de Veneza e recebe o primeiro Prêmio da Mostra Internacional de Arte Sacra de Trieste. Suas obras passam por exposições itinerantes por diversos países europeus.

Na década de 60, o então presidente João Goulart o indica para ser o artista adido cultural na França. Aceita a indicação e embarca para Paris, mas não assume por causa do golpe de 1964.

Um detalhe ainda mais estranho: Em 1966 os trabalhos de Di Cavalcanti desaparecidos no início da década de 40, são localizados nos porões da Embaixada brasileira. Seu cinquentenário artístico é comemorado com muitas homenagens dedicadas a ele.

Mulata na Praia. 1972 Emiliano Di Cavalcanti
Mulata na Praia. Emiliano Di Cavalcanti. 1972

Declarou o pintor: “Continuarei a pintar até a morte porque, além dos bens que obtenho com minha imaginação, nada mais ambiciono.” (Di Cavalcanti)

Faleceu no dia 26 de outubro de 1976, Rio de Janeiro. Suas obras contribuíram significativamente para a formação estética do modernismo e da arte brasileira.

Para entender o restante desta jornada, continue no nosso próximo artigo:

Emiliano Di Cavalcanti: Temas, Musas e Legado na Arte Brasileira.

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